Thursday, 17 September 2015

A ""COISA"" POBRE

"Comida de pedreiro", "Pirua", "Brega", " Fanfarrão", "Barraqueira", "Farofeiro" "Cachaceiro" e "Ignorante" são alguns negativos adjetivos para pobre e xingamentos.

Com origem na periferia pesada, TODAS essas coisas tem uma origem patética mas nunca quuestionado. Simplesmente dizem "ah pf, é coisa de pobre". Sim, é.

A gritaria: Pobre não tem celular ou credito sempre. Muito menos interfone na casa e/ou walk-talk (duh?) - no caso de construções o barulho é em tudo: Sirene estupida pra avisar que o guindaste vai descer ou subir, gritos entre pedreiros. Por isso é TÃÃÃÃOOOO dificil mudar a mentalidade e atitude de um pobre – ele(a) está acostumada com gritos. Ponto final, 24 horas por dia. Até no dito """trabaalhhoo""".

A confusão mental no olhar quando em ambientes civilizados: Pobre mora em favela. Favela são casas sem títulos. São casebres fora da lei, sem aluguel ou dono. Imagine a confusão com que devem lidar SEMPRE com traficantes ou bebados. Pois se alguem morre vira noticia – por gritos hayjahhs – logo. E logo é expulsa da propria """casa""". Por isso a confusão mental quando num ambiente em que as pessoas compram um jantar, esquecem a bebida e deixam o prato sozinho na mesa, pois ninguem obviamente nunca irá mexer muito menos sentar na mesa ao lado. Ta na fila, falta 1R$ de troco na sua frente: " – Eu tenho" " – Vlw". Elite. Respeito automatico. Enquanto que na favela....


A ignorância: Sem dinheiro pra escola, escola publica é igual fazer até a 3a serie, só que dividida entre 10 anos. O resto do vocabulário vem do funk a noite inteira que se escuta DE TODO JEITO – nao tem jeito, vai escutar na favela inteira. E vai acabar frequentando.


A falsa "riqueza de espirito" (¬¬' É O CARALHO): Todo pobre ROUBA. E é violento. De nascença. A dor, a fome, a poluição sonora e visual. MUUITA poluição na água, doença constante. Secreção. São fatores DEVASTADORES no juízo de qualquer um. É o inferno e eles são demonios. Sim. ""– Não sou bandido"" – Mas vira em um segundo, ja tem toda "formação".


Resumindo, é a "zona de conforto do limite sistêmico" como chamo e aprendi assistindo a parte não-poética de "A Marcha dos Pinguins" Eles são animais, se juntam em uma orda, gritam – e GRITAM, mas GRITAM viu... – até se cansarem e começarem a migrar mais uma vez, pra comer, nadar, migrar, gritar e migrar pra comer... Enfim, utilizam a exaustão como uma desculpa pra trabalhar e inventar a falsa "dignidade". No Tibet, os monges não comem, não dormem. Meditam, cantam para a alma. Ajudam a quem tem vicios e o corpo faz o resto sozinho, sem pensar, são vivos na segurança de uma dignidade pura humana de ser, de "ser".


O álcool e o fumo interrompem o sistema límbico, a ressaca é a falta de alimentação e alongamento.


Só sai da favela quem é contatado ou extraterrestre. Um em um milhão. E a porra do criança esperança mascarando tudo isso..


Escrevi esse texto escutando: "Blessed With A Curse" - Bring Me The Horizon

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